5 de outubro de 2016

REFLEXÃO – VOCÊ TEM CERTEZA QUE É SALVO?

Por: Vinícius Musselman Pimentel (13.08.2008)
Muitos não têm certeza da salvação por não conhecerem as doutrinas da justificação pela fé e da salvação pela graça, crendo em uma salvação pelas obras. E, outros muitos têm uma falsa esperança e uma falsa certeza da salvação por desconhecerem as doutrinas da regeneração e da santificação.

Cada uma dessas doutrinas daria um livro bem grande. Mas creio que o próprio Deus deixou bem claro através do profeta Ezequiel:

[Ezequiel 36: 25-27] Nota: para maior entendimento ler contexto
Aspergirei água pura sobre vocês e ficarão puros; eu os purificarei de todas as suas impurezas e de todos os seus ídolos. Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis.

A questão não é se você se sentiu desafiado, a questão é:
isto é uma realidade em sua vida?

Obs.: Para estudar mais o tema certeza da salvação sugiro a leitura de 1 João INTEIRO e COM CONTEXTO.


Vinícius Musselman Pimentel é formado em engenharia química pela UNICAMP e graduando em Teologia pelo Seminário Martin Bucer. Em 2008, fundou o blog Voltemos ao Evangelho ao conhecer a doutrina reformada e ser confrontado com a dura realidade teológica do Brasil. Atualmente, trabalha como Editor Online no Ministério Fiel. Vinícius é casado com Aline e vive em São José dos Campos/SP.

O SIGNIFICADO BÍBLICO DE “MUNDO” EM JOÃO 3.16

Por: John Tweeddale. © 2016 Ligonier. Original: The World
Uma das guinadas mais surpreendentes de João 3.16 é que somos informados que Deus ama o mundo. Podemos ser tentados a pensar que há muitas coisas no mundo para Deus amar. Afinal de contas, como não admirar as paisagens urbanas e rurais, alta gastronomia e churrascos de quintal, sinfonias clássicas e música popular, pinturas renascentistas e rabiscos de jardim de infância? O mundo que conhecemos está repleto de texturas, desafios, oportunidades e alegrias. O problema é que tudo o que é bom, interessante e bonito no mundo está saturado de pecadores. Desde que Adão e Eva se rebelaram contra Deus no jardim, o mundo se tornou uma terra desolada. Não obstante quão maravilhoso o mundo pareça, ele não é digno do amor redentor de Deus.

Entender como o mundo é indigno do amor de Deus é a chave para João 3.16. Só assim apreciaremos o presente inesperado que Deus dá. Este ponto foi bem estabelecido há muitos anos pelo estimado teólogo Benjamin Breckinridge Warfield. Em seu sermão “O incomensurável amor de Deus”, Warfield investiga o significado do termo “mundo” (em grego kosmos) em João 3.16, a fim de sondar as profundezas do amor de Deus.

Qual é o significado de “mundo” nesta passagem? A partir das ideias de Warfield, encontramos quatro respostas possíveis.

Em primeiro lugar, muitas pessoas acreditam que “mundo” significa todas as pessoas, sem exceção. Em outras palavras, quando João 3.16 diz que Deus ama o mundo, isso significa que ele ama todas as pessoas, uma por uma, de forma igual. A lógica é algo deste tipo: Deus ama todas as pessoas; Cristo morreu por todas as pessoas; portanto, a salvação é possível para todas as pessoas. No entanto, essa visão parece sugerir que o amor de Deus é impotente, e que a morte de Cristo é ineficaz. Caso contrário, a conclusão natural desta posição seria a de que todas as pessoas são efetivamente salvas, em vez de apenas potencialmente salvas. Se Deus ama todas as pessoas, e Cristo morreu por todas as pessoas; se o amor de Deus não é impotente, e morte de Cristo não é ineficaz, então a única conclusão a que se pode chegar é que a salvação é assegurada para todas as pessoas. No entanto, este ponto de vista contradiz o ensino da Bíblia sobre o julgamento de Deus, tal como é evidenciado pelo contexto imediato em João 3.17-21.

Em segundo lugar, outros argumentam que “mundo” significa todas as pessoas, sem distinção. Esta opção enfatiza que Deus ama mais de um tipo de pessoa ou grupo étnico. A morte de Cristo na cruz não foi apenas por judeus, mas também por gentios. O amor de Deus não se restringe a fronteiras nacionais, mas se estende a todos os tipos de nações, tribos, culturas, línguas e povos. A isso, todo o povo de Deus (tanto arminianos quanto calvinistas) diz um caloroso “Amém”. Apesar de este ponto de vista ter a vantagem de estar, sem dúvida, certo e de se encaixar dentro do contexto maior do evangelho de João sobre a identidade global dos “filhos de Deus” (por exemplo, João 1.9-13; 4.42), ele não chega a capturar o forte contraste entre “Deus amou” e “o mundo” que João 3.16 deliberadamente evoca.

Em terceiro lugar, uma nuance popular da opção anterior entre os teólogos reformados é argumentar que “mundo” em João 3.16 se refere aos eleitos. Ao longo de todo o Evangelho de João, Jesus enfatiza a particularidade de sua graça. “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim” (6.37). “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim […] e dou a minha vida pelas ovelhas” (10.14-15). ”Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (15.19). “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (17.9). E assim por diante. O ponto é que o povo de Deus é escolhido de um mundo descrente. Novamente, este ponto de vista possui um tom importante ao destacar a doutrina bíblica da eleição, mas o foco do termo “mundo” em João 3.16 não é tanto sobre a identidade do povo de Deus, mas sobre a natureza do amor de Deus.

Isso nos leva à opção final. Uma defesa consistente pode ser feita para crermos que “mundo” se refere à qualidade do amor de Deus. Warfield declara de forma convincente:
[Mundo] não é aqui tanto um termo de extensão; antes, é um termo de intensidade. Sua conotação primária é ética, e o objetivo de seu emprego não é sugerir que o mundo é tão grande que é preciso uma grande dose de amor para abarcá-lo completamente, mas que o mundo é tão ruim que é preciso um grande tipo de amor para poder amá-lo, e sobretudo para amá-lo como Deus o amou quando deu o seu Filho por ele.

O mundo representa a humanidade pecadora, e não é digno do amor salvífico de Deus. Fora do amor de Deus, o mundo está sob a sua condenação. Mas em Cristo, os crentes experimentam o amor surpreendente, redentivo e infinito de Deus. João 3.16 não diz respeito à grandeza do mundo, mas à grandeza de Deus.

Este artigo faz parte da edição de Maio de 2016 da revista Tabletalk.
Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: O significado bíblico de “mundo” em João 3.16

Rev. John W. Tweeddale é reitor acadêmico e professor de teologia na Reformation Bible College em Sanford, Fl.

O DEVER CRISTÃO DE COMPARTILHAR O EVANGELHO

Por: R.C.Sproul. © 2016 Ligonier. Original: Christ’s Call to Make Disciples
Um dos momentos mais emocionantes da minha vida foi quando me converti a Cristo. Eu estava cheio de zelo por evangelismo. No entanto, para minha grande consternação, quando contei aos meus amigos sobre minha conversão a Cristo, eles acharam que eu estava louco. Eles acharam aquilo tragicamente curioso e não se convenceram, apesar de eu haver compartilhado o evangelho com eles. Finalmente, eles me perguntaram “Por que você não começa uma turma e nos ensina o que aprendeu sobre Jesus?”. Eles falavam sério, eu fiquei exultante. Nós programamos um horário para nos encontrarmos, mas eles nunca apareceram.

Apesar do meu desejo profundo por evangelismo, eu era um fracasso nisso. Pude constatar isso no início de meu ministério. Contudo, também descobri que existem muitas pessoas a quem Cristo chamou e a quem ele tem dado dons através de seu Espírito para serem particularmente eficazes no evangelismo. Ainda hoje, fico surpreso se alguém atribui a sua conversão em alguma medida à minha influência. Em um aspecto, fico contente que a Grande Comissão não seja uma comissão principalmente para o evangelismo.

As palavras que precederam a comissão de Jesus foram estas: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28.18). Então, ele prosseguiu: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (v. 19). Quando Jesus deu esta comissão para a igreja, ele estava falando de uma posição de autoridade. Ele deu um mandato para a igreja de todas as eras não apenas para evangelizar, mas para fazer discípulos. Isso levanta uma questão importante: O que é um discípulo?

A definição mais simples de discípulo é alguém que direciona sua mente para um conhecimento e conduta específicos. Assim, podemos dizer que um discípulo é um aprendiz ou pupilo. Os filósofos gregos Sócrates, Platão e Aristóteles tinham discípulos. Sócrates se descreveu como um discípulo de Homero, que ele considerava como o maior pensador da história grega.

Nós tendemos a pensar em Homero mais como poeta do que como um filósofo. Mas Sócrates o via como o mestre supremo da Grécia antiga. Sócrates tinha seu próprio aluno, seu principal discípulo, cujo nome era Platão. Platão tinha seus discípulos, sendo o principal deles Aristóteles. Aristóteles também tinha seus discípulos, sendo o mais famoso Alexandre, o Grande. É surpreendente pensar sobre como o mundo antigo foi dramaticamente moldado por quatro homens: Sócrates, Platão, Aristóteles e Alexandre, o Grande. Na verdade, é quase impossível compreender a história da civilização ocidental sem compreender a influência desses quatro indivíduos, que por sua vez foram cada um discípulos do outro.

Aristóteles era conhecido como um filósofo “peripatético”. Ou seja, ele era um professor nômade que andava de lugar em lugar, sem ensinar em um local fixo. Os alunos de Aristóteles o seguiam enquanto ele caminhava pelas ruas de Atenas. De certa forma, os discípulos de Aristóteles viviam a vida com ele, aprendendo com ele no curso de uma rotina diária normal.

Estes conceitos ajudam a iluminar a natureza do discipulado. Entretanto, eles não conseguem captar toda a essência do discipulado bíblico. O discipulado bíblico envolve andar com o professor e aprender com as suas palavras, mas é mais do que isso.

Jesus era um rabino e, claro, o mais importante professor “peripatético” e fazedor de discípulos da história. Onde quer que andasse, seus alunos o seguiam. No início do ministério público de Jesus, ele escolheu indivíduos particulares para serem seus discípulos. Eles foram obrigados a memorizar os ensinamentos que ele falava ao caminhar. Além disso, as pessoas não enviavam uma inscrição para ingressar na Escola de Jesus. Jesus selecionou seus discípulos. Ele ia até os potenciais discípulos onde eles estivesse e lhes dava esse comando simples: “Segue-me”. O comando era literal: ele os chamava a abandonar seus deveres atuais. Eles tinham que deixar seus trabalhos, suas famílias e seus amigos para seguir a Jesus.

No entanto, Jesus era mais do que apenas um professor peripatético (itinerante). Seus discípulos o chamavam de “Mestre”. Todo o modo de vida deles mudou porque eles seguiram a Jesus não apenas como um grande professor, mas como o Senhor de todos. Essa é a essência do discipulado: submissão total à autoridade de Cristo, aquele cujo senhorio vai além apenas da sala de aula. O senhorio de Jesus abrange toda a vida. Os filósofos gregos aprenderam com seus professores, mas então buscavam aprimorar esse ensino. Os discípulos de Cristo não possuem mandado ou autorização para isso. Somos chamados a compreender e ensinar apenas o que Deus revelou através de Cristo, incluindo as Escrituras do Antigo Testamento, pois elas apontam para Cristo, e as Escrituras do Novo Testamento, porque são as palavras daqueles a quem Cristo designou para falar em seu nome.

A Grande Comissão é o chamado de Cristo a seus discípulos para estenderem sua autoridade sobre todo o mundo. Devemos compartilhar o evangelho com todos, para que mais e mais pessoas possam chamá-lo de “Mestre”. Esse chamado não é simplesmente um chamado para o evangelismo. Não é apenas um chamado para conseguir membros para as nossas igrejas. Em vez disso, Cristo nos chama para fazer discípulos. Discípulos são pessoas sinceramente empenhadas em seguir o pensamento e a conduta do Mestre. Tal discipulado é uma experiência vitalícia de aprender a mente de Cristo e seguir a vontade de Cristo, submetendo-nos em plena obediência ao seu senhorio.

Assim, quando Jesus nos diz para ir a todas as nações, devemos ir por todo o mundo com a agenda dele, não a nossa. A Grande Comissão nos chama para trabalhar com outros crentes na igreja a fim de produzir discípulos e inundar este mundo com cristãos inteligentes e articulados que adoram a Deus e seguem a Jesus Cristo apaixonadamente.

Este artigo faz parte da edição de Maio de 2016 da revista Tabletalk.
Tradução: João Paulo Aragão da Guia Oliveira. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: O dever cristão de compartilhar o evangelho

R. C. Sproul nasceu em 1939, no estado da Pensilvânia. É ministro presbiteriano, pastor da igreja St. Andrews Chapel, na Flórida. É fundador e presidente do ministério Ligonier, professor e palestrante em seminários e conferências, autor de mais de sessenta livros, vários deles publicados em português, e editor geral da Reformation Study Bible.

A DISCIPLINA ECLESIÁSTICA

Por Ruy Marinho

J.MacArthur Jr. afirma: “Durante este século (XX), na maior parte do tempo, o Cristianismo evangélico vem se concentrando na batalha pela pureza doutrinária, e deve fazê-lo, mas estamos perdendo a batalha pela pureza moral. Temos pessoas com a teologia certa, vivendo de modo impuro”.  

Mas, como impedir que a impureza mundana penetre na Igreja? Como impedir que os valores do mundo não sejam assimilados e praticados pelos crentes hoje? Há uma dupla resposta: primeiro, somente Deus, através da sua providência sobrenatural, pode impedir que a sua Igreja se deteriore moralmente (Ef 5.26); segundo, Jesus Cristo autorizou a liderança ordenada da Igreja que use a disciplina eclesiástica como um instrumento de combate ao pecado (Mt 18.15-17).

Estudemos a doutrina bíblica da disciplina eclesiástica. Ela é um instrumento de combate ao pecado dentro da Igreja.

1. JESUS ORDENOU A DISCIPLINA
A disciplina eclesiástica é uma ordem divina. Jesus a instituiu na Igreja ao autorizar os apóstolos a corrigir os membros da Igreja que viviam na prática de determinados pecados. É conforme o texto de Mateus 18, o poder de “ligar” ou “desligar” pecados, isto é, autoridade à liderança ordenada da Igreja para combater o pecado dentro da comunidade. “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus” (Mt 18.18 cf. Jo 20.23). 

Entende-se que cada pessoa possui o foro íntimo da consciência, a qual escapa à jurisdição da igreja. Contudo, há o foro externo que deve ser observado. Quando um membro da Igreja comete uma falta ou pecado que prejudique a paz e a pureza da mesma, deve ser disciplinado. “Falta é tudo que, na doutrina e prática dos membros e concílios da Igreja, não esteja de conformidade com os ensinos das Sagrada Escritura, ou transgrida e prejudique a paz, a unidade, a pureza, a ordem e a boa administração da comunidade cristã” (CD da IPB).

2. RESISTÊNCIAS À DISCIPLINA
Há uma grande resistência hoje, na Igreja, à prática da disciplina. Alguns argumentos são usados:
 
  1. Argumento do Amor
    A disciplina eclesiástica é contrária ao amor.
    Resposta: (Rm 13.8-10; He 12.4-12).
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  2. Argumento de Liberdade
    A disciplina eclesiástica opõe-se a liberdade cristã.
    Resposta: (Jo 8.31-36; Tg 1.25).
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  3. Argumento da Felicidade
    A disciplina eclesiástica opõe-se a felicidade do cristão.
    Resposta: (Sl 1; Is 48.22).
    .
  4. Argumento do Afastamento
    A disciplina eclesiástica afastará as pessoas da Igreja.
    Resposta: (Sl 37.23-24; 1 Jo 2.18-19).
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  5. Argumento da Hipocrisia
    A disciplina eclesiástica é um ato de hipocrisia, pois todos na Igreja são pecadores.
    Resposta: (1 Co 6.1-11; At 5.1-11).
    .
  6. Argumento da Injustiça
    A disciplina eclesiástica pode ser aplicada injustamente ou ser utilizada como instrumento de perseguição.
    Resposta: (Is 5.20,22; Mt 23.1-36).

3. APLICANDO A DISCIPLINA
Havia na igreja de Corinto, uma pessoa que mantinha um relacionamento incestuoso com a mulher de seu próprio pai. Provavelmente, a sua madrasta. O apóstolo Paulo estranha: “Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai. E, contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou?” (1 Co 5.1-2). Paulo definiu aquele pecado como uma grande imoralidade e um ultraje.

A partir do texto de 1 Coríntios 5.1-13, podemos estabelecer alguns princípios acerca da disciplina eclesiástica.

3.1. A Sua Necessidade
A necessidade fundamental da disciplina é combater o pecado dentro da Igreja. Não permitir que o sal perca o seu sabor (Mt 5.13). Através dela se define o limite que separa a igreja do mundo.

3.2. Os Seus Objetivos 
A Confissão de Westminster explica: “As censuras eclesiásticas são necessárias para chamar e ganhar os irmãos transgressores, a fim de impedir que outros pratiquem ofensas semelhantes, para lançar fora o velho fermento que poderia corromper a massa inteira, para vindicar a honra de Cristo e a santa profissão do evangelho e para evitar a ira de Deus, a qual, com justiça, poderia cair sobre a Igreja, se ela permitisse que a aliança divina e seus selos fossem profanados por ofensores notórios e obstinados” (Cap. XXX:3). 

Em síntese, podemos afirmar quatro objetivos da disciplina:
 
  1. Impedir a propagação do mal na Igreja - “Lançar fora o velho fermento” (1 Co 5.6-7).
  2. Vindicar a honra de Jesus Cristo e a boa reputação do Evangelho (2 Co 6.3).
  3. Evitar que o juízo de Deus caia sobre a Igreja (Ap 2.18-29).
  4. Levar ao arrependimento e recuperar a ovelha. (2 Co 2.5-11).

3.3. A Sua Forma
A forma bíblica da disciplina é baseada na gravidade e notoriedade do pecado. Veja os estágios para tratar o irmão em pecado (Mt 18.15-17) lendo a instrução de Jesus.
Jamais alguém deverá ser penalizado sem a oportunidade de defesa ou explicação. Paulo recomenda a Timóteo a não aceitar denúncia contra presbíteros, senão com o apoio de no mínimo duas testemunhas (1 Tm 5.19). 

Concluindo: “Disciplina eclesiástica é o exercício da jurisdição espiritual da Igreja sobre seus membros, aplicada de acordo com a Palavra de Deus” (Código de Disciplina da IPB). Na jurisdição espiritual, a Igreja exerce o direito de punir os pecados dos seus membros, mesmo que esses pecados sejam práticas permitidas na sociedade em que a Igreja está inserida. 

A Igreja não deve falhar no combate do pecado interno. A sua saúde espiritual depende da sua pureza. “Você pode ter disciplina sem santidade, mas não pode ter santidade sem disciplina”.

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Autor: Rev. Arival Dias Casimiro
Fonte: Resistindo a Secularização, SOCEP 2002. Págs. 55-59.

MEMBROS AUSENTES EXERCEM UM EFEITO TÓXICO PARA IGREJA

Por: Matt Schmucker. © 2010 9Marks. Original: Those Toxic Non-Attenders

Enquanto eu crescia, sempre ouvi que era melhor ser acusado de um pecado de omissão do que de comissão. Dessa forma, você sempre poderia granjear seu pecado para esquecimento, ignorância ou falta de consideração. O pecado de comissão era o que havia de pior desde que surgisse como deliberado e calculado.


Ausência: somente um pecado de omissão?
Temo que muitos cristãos pensam que não comparecer à igreja regularmente é um pecado de omissão. Se é que é pecado mesmo, seria um pequeno. Não é muita coisa. “Não traga esse legalismo para cá!”. Aparentemente, isso é o que muitos pastores, presbíteros, diáconos e muitas congregações pensam, uma vez que eles pouco têm feito para corresponder o espantoso número de ausentes.

Por exemplo, em minha denominação, a Southern Baptist Convention [Convenção Batista do Sul], somente um terço da membresia formal de quase 40 mil igrejas nos EUA de fato estão presentes todo domingo. Isso significa que cerca de dez milhões dos que são chamados cristãos, são na verdade ausentes.


Nem todos os ausentes são iguais
Uma vez que nem todos os ausentes são iguais, igrejas deveriam tratar os diferentes tipos de ausentes de forma diferente. Aqui estão quatro tipos diferentes:
  • Aqueles que vivem na área e são inaptos para comparecer: Idade ou saúde os impedem. Tais membros senis, ou com sofrimentos físicos, deveriam ser tratados com cuidado especial. Esse artigo não é sobre eles.
  • Aqueles que vivem (temporariamente) fora da área e são inaptos para comparecer: transferências militares ou de negócios os impedem. Tais ausentes (temporários) deveriam também ser cuidados com cuidado especial, uma vez que suas viagens à trabalho apresentam feridas únicas neles e em suas famílias. Esse artigo não é sobre eles.
  • Aqueles que vivem fora da área e escolhem a membresia na sua igreja local: a distância os impede. Tais ausentes deveriam ser encorajados ao aderir a uma igreja que eles possam comparecer. Esse artigo é sobre eles.
  • Aqueles que vivem na área e comparecem esporádica e inconstantemente: Nada realmente os impede, exceto sua própria escolha. Esse artigo é especialmente sobre eles.

Porque os ausentes são tóxicos
Esses últimos dois tipos de ausentes têm um efeito tóxico numa igreja local, porque apresentam a membresia no corpo de Cristo de forma insignificante.
Em 1Coríntios 12, o apóstolo Paulo fala sobre o corpo e suas partes como uma metáfora para a igreja:

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo (1Coríntios 12:12). ”

“Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo (1Coríntios 12:27).”

Quando tiro o pêndulo do relógio do meu avô, ele ainda pode fazer algumas coisas, como abrir tampas de latas de tinta. Porém, isso é um mau uso do pêndulo. O pêndulo (uma parte) foi designado para caber dentro do relógio, juntando-se às outras partes e fornecendo o peso para colocar em movimento as engrenagens, que giram os ponteiros que nos dizem as horas. É assim que cristãos devem funcionar dentro do corpo de Cristo. Um cristão que se separa de um corpo local de cristãos é como um pêndulo abrindo uma lata de tinta, não um pêndulo que faz um relógio funcionar.
Porém, os ausentes não meramente machucam a si mesmos. Na verdade, eles têm um efeito tóxico na igreja local a qual pertencem nominalmente. Entendo que os ausentes têm 4 formas de serem tóxicos.


OS EFEITOS TÓXICOS DOS AUSENTES
1. Eles fazem o evangelismo ser mais difícil
Primeiro, ausentes fazem o evangelismo ser mais difícil. Sua igreja é chamada para ser um posto avançado do reino de Deus em sua comunidade, uma pequena, mas significante demonstração da glória de Deus na medida que vocês amam uns aos outros e amadurecem em Cristo. Portanto, todos os que carregam o nome de Cristo, como afirmado pela sua igreja, mas que de bom grado escolhe viver sua vida afastado da comunidade da aliança de crentes, está praticando usurpação de identidade. Eles estão tomando o nome de Cristo, mas não se identificam honestamente com seu corpo, a igreja local.

Tomando emprestada a metáfora de Jonathan Leeman, eles vestem a camisa do seu time, mas não praticam com ele ou competem por ele. Isso confunde seu testemunho para a comunidade descrente em volta. Não-cristãos veem sua camisa em uma pessoa que parece estar jogando para o outro time. É como um homem que veste uma camisa do Palmeiras, mas torce para o Fortaleza, vai aos jogos do Fortaleza, fala sobre o vermelho, azul e branco, e sonha em ir para o Ceará algum dia. É inconsistente, confuso e enganoso. Voltando para uma linguagem mais bíblica, cristãos têm sido adotados no corpo de Cristo. Ausentes agem como órfãos. Isso faz tudo ser mais difícil para a vida corporativa da igreja em carregar o testemunho do evangelho.

2. Eles confundem os recém-convertidos
Segundo, ausentes confundem os recém-convertidos. Recém-convertidos são geralmente uma bagunça. Tudo que pensavam está de cabeça para baixo. Há uma grande confusão nas primeiras semanas, meses e até mesmo anos na vida de um recém-convertido. Eles precisam ser bem ensinados.

Porém, não somente isso, mas eles precisam de bons modelos. Quando a doutrina em que são ensinados não sincroniza com os modelos que veem, eles ficam confusos. Ausentes não são somente testemunhas reversas, são modelos reversos. Eles desrespeitam e desobedecem várias passagens das Escrituras e falham no caráter da imagem de Deus em quase todo aspecto básico, mesmo que aleguem ser filhos adotados.

Em sua arrogância, os ausentes estão efetivamente dizendo aos recém-convertidos: “Todas essas coisas que você está lendo na Bíblia não são realmente necessárias. Você pode viver sem o encorajamento de outros. Você pode viver sem sacrificar a si mesmo para servir e amar outros cristãos. Você pode viver sem ensinar ou pregar. Você pode viver sem pastores”.

3. Eles desencorajam os que são presentes regularmente
Terceiro, ausentes desencorajam os que são presentes regularmente. Os que são presentes regularmente se sacrificam para manter sua aliança com a igreja local. Eles dão seu dinheiro e tempo para suprir as necessidades dos outros membros do corpo, o que não é, no mínimo, fácil. Os ausentes não fazem essas coisas, pelo menos não com regularidade. Então, quando uma igreja permite que os ausentes permaneçam como membros, o significado de membresia é cortado, o que fere e desencoraja os fiéis.

Além do mais, os ausentes roubam da igreja sua necessidade de serviço, o que também tende a desencorajar mais fiéis presentes. Com certeza, uma igreja de 100 membros, onde todos os que estão trabalhando para a glória de Deus com os dons que Deus tem dado a eles, é exponencialmente mais forte que uma igreja com 35 presentes e 65 ausentes. Os ausentes, involuntariamente, deslocam todo o fardo para uns poucos, um fardo que aqueles poucos não deveriam estar carregando sozinhos.

4. Eles preocupam seus líderes
Quarto, ausentes preocupam seus líderes. Hebreus 13.17 diz: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas”. À luz desse versículo, um pastor fiel, ou um presbítero, deveria se sentir responsável pelo estado espiritual de cada membro do seu rebanho. Como um pai preocupado com seu filho não ter chegado em casa tarde da noite, um bom pastor não descansa até que todas suas ovelhas estejam contadas. Os ausentes fazem essa tarefa ser quase impossível.

Enquanto o tempo e a coragem são necessários para tratar o problema dos ausentes, cada pastor ou presbítero deveria sentir um fardo de remover esses ausentes e curar os efeitos tóxicos que eles têm no evangelismo, nos recém-convertidos, nos fiéis presentes e nos pastores da igreja. O pagamento? Conforme
a membresia da igreja, cada vez mais, consiste somente naqueles que fielmente estão presentes e contribuindo para a vida do corpo, a igreja começa a lembrar o propósito que Deus quis para o corpo: uma demonstração da sua sabedoria que carrega o Cabeça da Igreja, Jesus Cristo.

Tradução: Matheus Fernandes. Revisão: Yago Martins. © 2016 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Membros ausentes exercem um efeito tóxico para igreja.

Matt Schmucker é diretor executivo do Ministério 9Marcas. É um dos presbíteros da Igerja Batista Capitol Hill, em Washington, DC. É graduado na área de finanças e marketing, e vive em Washington, com sua esposa e 5 filhos.


POR QUE A CRUZ?



Hoje, cerca de dois mil anos depois, a cruz é o símbolo universalmente conhecido da fé cristã. Ela desempenha um papel de destaque no projeto arquitetônico e em mobílias de muitas igrejas. Capelães cristãos das forças armadas a utilizam em seus uniformes como o emblema de seus ofícios. A cruz tem sido estilizada em várias peças de joalheria e vem, muitas vezes, cravejada com pedras preciosas. Tais joias são frequentemente usadas apenas pela beleza, por pessoas que não têm ideia do seu significado.

Na época da morte de Cristo, no entanto, a cruz era um instrumento de incrível horror e vergonha. Era a punição mais miserável e degradante, infligida apenas a escravos e pessoas de menor importância. Se homens livres eram, em algum momento, submetidos à crucificação por grandes crimes como traição ou insurreição, a sentença não podia ser executada até que eles fossem colocados na categoria de escravos por infâmia, e tivessem, enfim, sua liberdade tomada por flagelação.

O que devemos fazer com tudo isso? Por que a morte de Cristo foi um evento tão surpreendente em si? E como era possível que o Filho eterno de Deus, por quem e para quem foram criadas todas as coisas (ver Colossenses 1.15-16), acabasse, em sua natureza humana, morrendo uma das mortes mais cruéis e humilhantes já inventadas pelo homem?

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Por: Jerry Bridges. © 2016 Ministério Fiel. Original: Por que a Cruz? [ebook gratuito com guia de estudo].
Dr. Jerry Bridges é autor e palestrante, assim como funcionário em tempo parcial no The Navigators, em Colorado Springs, Colorado.

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22 de setembro de 2016

ESTAMOS ATUALIZANDO O CONTEÚDO

Planejando
Iniciamos o projeto de prestação de serviços na área de consultoria do empreendimento Carlos Júnior Consultoria Empresarial. Nosso do desejo é de ajudar a maximizar o potencial das pessoas e de seus empreendimentos. O objetivo do projetos é planejar, organizar, dirigir e controlar, os objetivos das organizações nas diversas áreas como: Tributação, Finanças, Marketing, Estratégias, Gestão de Pessoas, Legislação do Microempreendedor Individual (MEI), Micro e Pequena Empresa (MPE). 
A ideia nasceu dentro do centro acadêmico de administração do Centro de Ensino Superior do Amapá (CEAP).